Sexta-feira, Abril 16, 2004


Álgebra Relacional e Decomposição de Comandos SQL
Lamentavelmente os conceitos, operadores e o próprio estudo da álgebra relacional é aplicado nas universidades brasileiras como somente mais uma disciplina a ser vencida no transcorrer de um curso em busca de uma graduação.
Dificilmente vemos um analista de banco de dados realizando análises de queries através da decomposição das operações de álgebra relacional que são realizadas quando da execução da mesma.
A preocupação é construir a consulta e liberá-la para produção.


A realidade

Queries complexas e encadeadas com critérios de seleção até certo ponto duvidosos são realizadas, e o que se houve sempre é a mesma lenga-lenga de que não se sabe porque demora tanto, porque com tanta tecnologia de SGBDs Relacionais ainda hoje é difícil resolver queries de forma rápida e eficiente.
A razão disto tudo ainda está na ausência de uma formação ampla tanto na linguagem SQL quanto no conhecimento de como são executados internamente ao SGBD estes comandos.
Encontramos especialistas, ou que deveriam ser, como DBAs de diversas organizações, com larga experiência, ou tempo de serviço na função de DBA, que por incrível que pareça, não conhecem e tampouco realizam análises de decomposição de queries para a busca de resultados mais performantes na solução de problemas com as mesmas.
O que vemos é soluções através de estapafúrdias modificações em estruturas de tabelas, ajustes através de funcionalidades dos SGBDs, "Tunning", assim mesmo entre aspas, e conclusões que resultam em baixa produtividade, ou remendos para a execução de uma querie qualquer.
Seja qual for o SGBD em uso o processo de decomposição existe, desde que o SGBD seja efetivamente um SGBD Relacional.
A questão é porque não estudar mais Álgebra Relacional e lógica de seleção para a construção de queries eficientes e performantes?

As Universidades

Em nosso país onde o ensino virou mercadoria, business, é chegada a hora de olharmos para dentro e concluir que necessitamos de maior embasamento técnico para a utilização das tecnologias disponíveis.
Saímos de uma reserva de mercado que até os dias de hoje trás as suas seqüelas na formação técnica de nossos profissionais, e continuamos teóricos correndo atrás para utilizar os recursos tecnológicos do estado da arte.
Porque não ensinar lógica e álgebra relacional com exemplos diretos em bancos de dados e sua aplicação nesta ciência? Porque os currículos universitários colocam fora de ordem as disciplinas impedindo a sua associação.
Seria tão simples direcionar para a prática o ensino de disciplinas de tão óbvia utilização.



Vamos iniciar uma série de artigos neste blog, apresentando a Álgebra Relacional e sua importância nas funções SQL, buscando divulgar conhecimento e contribuir para o esclarecimento de situações problemáticas em queries SQL, com a análise da estruturação de consultas SQL em ambientes de SGBD Relacional.
Comente e envie sua dúvida ou necessidade de solução, será um prazer ajudá-lo a resolvê-la.


Posted by Felipe Machado em Sexta-feira, Abril 16, 2004

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Quinta-feira, Abril 15, 2004


Fotografia e Exclusão Digital
A febre das cameras digitais começa a provocar um fenômeno inesperado, a exclusão digital de quem ainda não tem a sua camera digital e ainda por cima não sabe utilizar um micro computador.
A sensação do simples mortal que em um roda de discussão fica ao largo é de ser excluído completamente na hora das fotos de família, de festas e etc, pois ele tem uma camera ainda com filme, de boa qualidade, porém não é digital, não tem como enviar para todo mundo as fotos da festa. Só poderá mostrá-las após a revelação e quando se encontrarem novamente.
" Alguém quer ver minhas fotos da festa do mês passado?"
Acontece imediatamente um interesse disfarçado dos outros para não constranger a pessoa, uma vez que todos já viram inúmeras fotos desta festa, recebidas por e-mail logo após a mesma. Já estamos vendo as fotos do último final de semana, e você vem com fotos de um mês atrás !
Realmente é preocupante o processo de exclusão digital, uma vez que por esforços sejam dirigidos a eliminar estes 'gaps' de conhecimento, eles avançam a cada nova revolução tecnológica, sejam novos equipamentos , sejam novos processos de comunicação.
E ninguém por mais estudioso que seja, consegue acompanhar mais o ritmo com que a tecnologia avança.
São ferramentas de software novas, são processadores, são novas formas de comunicação, mas todas em sua grande maioria ainda longe da população, e inclusive da grande população. Por exemplo, a tecnologia WI-FI está ai, disponível aquem quiser utilizar, quer dizer, a quem dispor de equipamentos de informática atualizados no estado da arte, e tiver no minimo o costume de utilizar a comunicação por e-mails. Mas a questão se coloca é : Quantos já a utilizam efetivamente? É possível tornar isto popular aqui como lá fora.
Recente pesquisa divulgada nos apresenta como sendo de mais de 17% dos usuários de e-mail no EUA que já se utilizam de tecnologia WI-FI. Um em cada seis internautas americanos já surfaram na web usando conexões wireless. E realmente até nos filmes já vemos isto: o Camarada sentado em algum lugar , completamente distante de qualquer meio telefonico conectado a WEB (normalmente filmes com alguém fazendo papel de hacker).
Começamos falando em cameras digitais e já estamos falando em WI-FI, observe-se o quão amplo é o leque de tecnologia entre os dois e quão ampla é a exclusão digital provocada.
Se desejarmos seguir adiante a lista vai ser longa:
Você já tem um blog?
Você lê quantos jornais pela WEB diariamente?
Você estuda como? Em livros ou em e-books?
Como você se comunica com seus amigos e parentes fora do país? Tem relações profissionais com outros países via WEB?
E suas fotos? Ahhh suas fotos, você ainda tem de correr para comprar filme, colocar na máquina...ihh a festa já acabou,a maior parte das pessoas foi embora e você só tirou três fotos. Só vai apresentá-las quando terminar todas as fotos do filme e levar para revelar...É vai demorar mesmo, mas amanhã você pode receber as fotos que a família tirou no seu e-mail. Ihhh você não tem e-mail. É realmente está ficando dificil...o jeito é ficar olhando aquele velho albúm de família do tempo em que digital significava somente algo feito com os dedos.


Posted by Felipe Machado em Quinta-feira, Abril 15, 2004

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Quarta-feira, Abril 14, 2004


Este é um blog para discussão e educação de técnicas referentes a projetos de bancos de dados relacionais e a discussão a apresentação de novas tecnologias da informação.
Em breve estaremos postando tópicos específicos para a discussão e troca de conceitos e apresentação de soluções.

Posted by Felipe Machado em Quarta-feira, Abril 14, 2004

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